Renato Casagrande um dos políticos mais bem avaliados do Espírito Santo

Ao longo da história política do Espírito Santo, diversos nomes ajudaram a construir e avançar o Estado. Renato Casagrande, por sua vez, escreveu um capítulo à parte nessa trajetória. José Renato Casagrande, mais conhecido como Renato Casagrande, nasceu em Castelo, no interior capixaba, em 3 de dezembro de 1960. Formado em Engenharia Florestal e também em Direito, começou a se envolver com política ainda estudante, na Universidade Federal de Viçosa.

Sua primeira eleição veio em 1991, quando se tornou deputado estadual. De lá para cá, não parou mais: foi vice-governador ao lado de Vitor Buaiz, entre 1995 e 1998, depois deputado federal e, na sequência, senador da República, entre 2007 e 2010. Em 2010, deu o salto mais importante da carreira até ali, disputando o governo do Espírito Santo e vencendo com 82,30% dos votos válidos — até hoje, o maior percentual já obtido por um governador eleito no Estado.

Não conseguiu se reeleger em 2014, mas voltou em 2018 e venceu novamente, logo no primeiro turno. Em 2022, encarou uma disputa mais equilibrada: ficou em primeiro lugar já no primeiro turno, mas sem votos suficientes para vencer de imediato, e confirmou a reeleição no segundo turno.

Uma trajetória de superação

Governar por tanto tempo também significa enfrentar problemas grandes — e a passagem de Casagrande pelo governo do Espírito Santo é, em boa parte, uma história de superação. Quando assumiu pela primeira vez, em 2011, encontrou um Estado violento: o segundo mais perigoso do Brasil, com cerca de 2 mil homicídios por ano e sete cidades entre as mais violentas do país. Foi diante desse cenário que criou o programa Estado Presente, que ao longo dos anos ajudou a transformar essa realidade — um trabalho contínuo, já que a segurança pública seguiu exigindo atenção constante até o fim do mandato.

A pandemia de Covid-19 foi outro momento que exigiu decisões difíceis. Entre 2020 e 2022, o governo precisou adotar medidas rígidas para conter o avanço do vírus, escolhas que geraram desgaste político, mas que também foram parte do enfrentamento de uma das crises sanitárias mais graves já vividas pelo Pais.

O governo Casagrande também buscou valorização e diálogo com o funcionalismo público. O Espírito Santo tem em seu passado episódios marcados por greves na educação e até uma paralisação da Polícia Militar em 2017, que deixou o Estado dias sem policiamento efetivo nas ruas. Diante desse histórico, a gestão Casagrande priorizou reajustes, concessão de abonos e melhores condições de trabalho para o funcionalismo público, buscando reduzir o tipo de tensão que já havia marcado administrações anteriores.

O Espírito Santo também sentiu o impacto de fatores externos, como as oscilações no preço internacional de commodities exportadas pelo Estado — caso das pedras ornamentais e do aço — além do desafio recente de se adaptar às mudanças da Reforma Tributária nacional sem perder a boa avaliação na gestão fiscal.

Foi diante desse conjunto de desafios que a gestão precisou, ano após ano, ajustar rota e buscar resultados — um caminho que, segundo os números que o Estado apresenta hoje, trouxe avanços importantes em diversas frentes.

Superação diante das tragédias climáticas

A gestão Casagrande também foi marcada pela necessidade de enfrentar algumas das maiores tragédias climáticas da história recente do Espírito Santo. Em 2013, temporais que atingiram o Estado durante 17 dias provocaram 24 mortes em diferentes municípios, com destaque para Colatina, que registrou oito vítimas, seguida por Itaguaçu, com seis, e Barra de São Francisco, com quatro.

Em 2020, as fortes chuvas voltaram a atingir o Sul capixaba, deixando seis mortos em Iconha e Alfredo Chaves. Já em março de 2024, Mimoso do Sul foi atingido por uma enchente de grandes proporções, que deixou 18 mortos no município. Somadas às duas vítimas de Apiacá, a tragédia chegou a 20 mortes, tornando-se o episódio de chuva com maior número de vítimas no Estado desde 2013.

Diante desses episódios, o governo estadual precisou ampliar as ações de reconstrução e assistência às comunidades afetadas. Entre as medidas adotadas estiveram obras de recuperação da infraestrutura e intervenções de macrodrenagem, além de programas voltados diretamente às famílias que tiveram suas casas e bens atingidos pelas chuvas.

O Cartão Reconstrução ES, por exemplo, passou a oferecer um auxílio de R$ 3.500, pago em parcela única às famílias de baixa renda cadastradas no CadÚnico, para a reposição de móveis, eletrodomésticos, alimentos, roupas e materiais de construção perdidos nos temporais. Entre 2021 e o início de 2022, o Estado também manteve o Cartão ES Solidário, benefício temporário de R$ 1.600, dividido em oito parcelas de R$ 200, destinado a famílias em situação de vulnerabilidade.

Os resultados que marcaram a gestão

Na segurança pública, os números mudaram de forma expressiva desde 2011. O Espírito Santo, que já foi o segundo estado mais violento do Brasil, encerrou 2025 com o menor número de homicídios da série histórica iniciada em 1996, um resultado atribuído à consolidação do programa Estado Presente e aos investimentos em inteligência, tecnologia e efetivo policial.

Na área fiscal, o Estado se tornou uma referência nacional. É o único a manter, desde 2012, a nota máxima do Tesouro Nacional na Capacidade de Pagamento (Capag), e mais recentemente também alcançou a nota A+ ao somar essa avaliação com a qualidade da informação contábil e fiscal — reconhecimento que poucos estados brasileiros conquistam.

O Espírito Santo também chegou ao primeiro lugar do país no Ranking Nacional de Transparência e Governança Pública, com 95 pontos em uma escala de 0 a 100, resultado considerado “ótimo” e o melhor entre todos os estados avaliados. Outra marca da gestão foi a criação, em 2019, do Fundo Soberano do Espírito Santo (Funses), formado com recursos dos royalties e das participações especiais do petróleo, pensado para garantir investimentos também para as próximas gerações.

Na educação, o Estado passou a figurar entre os melhores desempenhos do país no Ideb do ensino médio, impulsionado pela ampliação do ensino em tempo integral e por investimentos em tecnologia nas escolas.

Aprovação recorde ao fim do mandato

Foi com esse conjunto de resultados que Casagrande encerrou seu último mandato como governador, em meio a um dos índices de aprovação mais altos já registrados no Espírito Santo. Uma pesquisa Quaest, divulgada em maio, apontou 77% de aprovação à gestão — o maior número já registrado para um governador capixaba, segundo o levantamento, com reconhecimento distribuído de forma equilibrada entre diferentes faixas de renda, idade e escolaridade.

O novo desafio: uma vaga no Senado

Com essa trajetória, Renato Casagrande passou o comando do Espírito Santo ao vice, Ricardo Ferraço, hoje candidato à reeleição ao governo do Estado. Nas eleições de 2026, Casagrande segue na vida pública e disputa uma vaga no Senado Federal pelo Espírito Santo, pelo PSB.

Entre desafios superados e conquistas reconhecidas nacionalmente, Renato Casagrande construiu uma trajetória de mais de três décadas na política capixaba. Agora, ele busca uma vaga no Congresso Nacional.

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Sobre o Autor: Redação

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