A primeira análise da safra de café de 2026 no Espírito Santo revela um cenário otimista para os produtores locais. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima uma produção total de 19 milhões de sacas, marcando um crescimento de 9% em relação ao ano anterior. Estes números, ainda sujeitos a ajustes durante o ciclo, refletem as condições iniciais observadas no campo.
O aumento é impulsionado principalmente pela produção de café conilon, onde o Espírito Santo é líder nacional, e pela recuperação do café arábica, que volta a crescer após um ciclo de baixa em 2025. O secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, recomenda cautela na análise dos números, enfatizando que os dados podem ser ajustados ao longo do ano. Ele ressalta que o levantamento já indica um cenário positivo, com bons sinais de produtividade e área cultivada, em um momento em que o mercado está atento à oferta, aos preços e às condições climáticas.

Crescimento do Café Conilon
A produção de café conilon no Espírito Santo é estimada em 14,9 milhões de sacas, representando 67% da produção nacional dessa variedade. Este volume traduz um aumento de 5% em relação à safra anterior. A produtividade média é projetada em 55,2 sacas por hectare, um leve crescimento em comparação ao ciclo de 2025, enquanto a área cultivada atingirá 269,4 mil hectares, o que corresponde a 70% da área nacional. Esses números refletem a expansão da base produtiva e a consolidação tecnológica da cultura no estado.
Recuperação do Café Arábica
Para o café arábica, a previsão é de 4,2 milhões de sacas, um aumento de 26,5% em relação ao ano anterior. Este avanço resulta principalmente da recuperação de produtividade, estimada em 32,6 sacas por hectare, após um período de bienalidade negativa. A área cultivada também cresce, chegando a 127,5 mil hectares, consolidando o Espírito Santo como o terceiro maior produtor em área de café arábica do Brasil.
Essas estimativas sublinham a importância estratégica da cafeicultura para o Espírito Santo, tanto economicamente quanto para a segurança da oferta nacional, e servirão de base para o acompanhamento técnico da safra ao longo de 2026.
