O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, firmaram nesta quinta-feira (12) a aprovação do Plano Estadual do Programa Especial de Saúde do Rio Doce. Este documento direciona R$ 132 milhões para melhorar o acesso à saúde nos 11 municípios capixabas mais impactados pelo desastre ambiental de Mariana.
O Anexo 8 do Acordo Judicial estipula um repasse de R$ 260 milhões ao Espírito Santo, com o intuito de executar ações estruturantes no Sistema Único de Saúde (SUS). Isso visa mitigar os danos, prevenir o agravamento de doenças e atender as necessidades de saúde nas cidades contempladas pelo Novo Acordo do Rio Doce.

Municípios Beneficiados e Investimentos
Os municípios incluídos são Baixo Guandu, Colatina, Aracruz, Linhares, Marilândia, São Mateus, Sooretama, Fundão, Serra, Conceição da Barra e Anchieta. Parte dos recursos será alocada na construção do Complexo Hospitalar de Colatina e fortalecimento de serviços como CAPS, Centros de Especialidades Odontológicas e modernização do Lacen.
O governador Casagrande destacou que essas ações fortalecem a rede pública de saúde, ampliando o acesso aos serviços necessários para as comunidades afetadas. O planejamento desses investimentos foi realizado em colaboração com o Conselho Estadual e as secretarias municipais de Saúde.
Complexo Hospitalar de Colatina e Outras Ações
A organização do Plano Estadual prevê a aplicação dos recursos em diversas frentes, incluindo o financiamento parcial do novo Complexo Hospitalar em Colatina. Este incluirá o novo Hospital Silvio Ávidos, a Superintendência Regional de Saúde e o Centro Regional de Especialidades, além de melhorias no parque tecnológico do Lacen.
Com 340 leitos, o Complexo Hospitalar de Colatina será referência na Região Central de Saúde, atendendo casos de urgência e emergência, além de procedimentos de média e alta complexidade.
Parcerias e Diagnóstico Situacional
Além dos R$ 260 milhões destinados ao Estado, a Secretaria de Recuperação do Rio Doce e a Secretaria da Saúde colaboram com prefeituras locais para desenvolver os Planos Municipais de Saúde. Os municípios também receberão cerca de R$ 700 milhões para ações de saúde nos próximos dois anos.
O Plano Estadual apresenta um diagnóstico situacional dos municípios impactados, analisando aspectos demográficos, epidemiológicos, socioeconômicos e assistenciais. Esses dados, baseados nos Planos de Ação Municipais aprovados pelo CET em 2025, orientam o fortalecimento das redes de saúde nas áreas afetadas.
