Linhares Pode Iniciar 2026 com Crise na Saúde: Voto de Vereadores deve Demitir 400 Profissionais

Uma votação na Câmara de Linhares no último dia 24 de novembro acendeu um alerta vermelho na cidade. Por decisão de nove vereadores, dois Projetos de Lei (184/2025 e 186/2025), enviados pelo prefeito Lucas Scaramussa, foram rejeitados.

Com isso, Linhares corre o risco de perder a partir de 1º de janeiro a renovação e contratação emergencial de mais de 400 profissionais da saúde, incluindo médicos, técnicos, enfermeiros e equipes de apoio que mantêm as unidades funcionando dia e noite.

O resultado dessa votação é que uma cidade com quase 200 mil habitantes, que atende as famílias mais humildes da região, pode ficar sem esses 400 trabalhadores.

Efeito Dominó: Postos Fechados e Risco de Mortes

A perda desse contingente de profissionais pode ter consequências imediatas e graves:

  • Postos fechados;
  • Plantões descobertos;
  • Espera dobrada;
  • Urgências sem resposta;
  • Um risco real de vidas serem perdidas.

O medo se espalhou entre a população e os profissionais:

“Tenho duas crianças pequenas. Se uma delas passar mal de madrugada, quem vai atender? Esses vereadores estão brincando com as nossas vidas de dos nossos filhos.”, desabafou a dona de casa Lucinéia Andrade, do Planalto.

A aposentada Maria de Lourdes, 67 anos, do bairro Araçá, expressa a preocupação:

“Eu moro sozinha e tenho problema no coração. Fiquei apavorada quando soube, se eu passar mal, o que vou fazer sem não tiver ninguém para me socorrer?”.

O Desespero de Quem Está na linha de frente

Uma técnica de enfermagem do UPA Infantil, sob anonimato, lamenta a situação dos 400 colegas:

“Sem esses 400 profissionais, Linhares não perde apenas números, perde braços, rostos, vozes, cuidado. É gente que acolhe, aplica remédio, faz triagem, organiza filas, corre com maca, atende no desespero. E precisa desse emprego para viver, não estamos satisfeitos com os salários, mas preferíamos lutar com nossos empregos que desempregados”.

Outro profissional alerta para a iminência do colapso:

“Se tirar essa galera, o sistema colapsa. Não tem como funcionar, é matemática básica, a gente não fala isso por política, é por sobrevivência”, explica um enfermeiro que pediu para não ser identificado, com medo de represálias.

Um médico que atende no HGL, de forma reservada, classifica a situação como uma tragédia:

“É uma tragédia anunciada. E essa tragédia anunciada tem culpados. Nenhuma cidade de 200 mil habitantes sobrevive a esse corte sem perder vidas.”

Os Vereadores que Votaram Contra

Um representante da prefeitura, que não quis se identificar, garantiu que os parlamentares foram alertados sobre a gravidade da rejeição:

“Eles sabiam, porque foi dito, apresentado e debatido que a rejeição significaria retirar da saúde o maior contingente de trabalhadores já visto de uma vez só. Mesmo assim, votaram contra”.

Os nove vereadores que votaram contra e causaram o risco de corte na saúde são:

  • Alysson Reis
  • Caio Ferraz
  • Sg. Romanha
  • Kauan do Salão
  • Juninho Buguiu
  • Jaguará da Saúde
  • Johnatan Maravilha
  • Pâmela Maia
  • Roque Chile

Votaram a favor dos projetos: Roninho Passos, Yupi Silva, Adriel Pajé, Juarez Donateli, Paulinho do Marcujá, Evelson Lima e Prof. Antônio.

Política de “Engajamento”

Nos bastidores, o clima era de tensão e disputa. Um servidor presente disse:

“Teve vereador que parecia mais preocupado com o engajamento do próximo vídeo do que com a vida das pessoas.”

Quando a Política Escolhe o Caos

Desde a votação, grupos de WhatsApp, páginas locais e conversas de bairro estão tomadas pelo mesmo sentimento, “medo”. A incerteza do que acontecerá depois de 1º de janeiro virou o maior fantasma da cidade.

Não existe plano de contingência apresentado pelos vereadores que votaram contra. Nenhum comunicado oficial, nenhuma solução alternativa, nenhuma proposta concreta que compense a ausência desses 400 trabalhadores.

A população simplesmente será deixada sem profissionais de saúde e sem respostas.

E quando a primeira pessoa morrer por falta de atendimento, porque isso é uma possibilidade real, a cidade vai lembrar dessa votação.

E vai lembrar dos nomes que escolheram esse caminho.

Olateral54 reitera que está aberto para a manifestação dos vereadores citados nesta matéria, que podem apresentar suas justificativas, versões dos fatos ou planos de contingência. atraves do email: [email protected]

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Sobre o Autor: Redação

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