Espírito Santo Alcança Marca Histórica na Luta Contra a Violência à Mulher

O Espírito Santo tem uma ótima notícia para seus moradores: o estado conseguiu um feito histórico na batalha contra a violência que atinge as mulheres. Os dados da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp) mostram que o ano de 2025 trouxe os melhores resultados já vistos.

Nesse período, foram registrados 75 casos de mulheres assassinadas, o menor número desde 1996. Houve também uma queda de 15,4% nos feminicídios, que são os assassinatos por serem mulher, passando de 39 para 33 casos, o menor índice desde 2017. Isso mostra que as ações de segurança e a rede de proteção às vítimas estão funcionando.

Espírito Santo Alcança Marca Histórica na Luta Contra a Violência à Mulher

Um dos destaques é o Programa Mulher Segura, uma iniciativa do Governo do Estado que usa a tecnologia para evitar que agressores voltem a atacar. O programa monitora eletronicamente os homens que cometeram agressões, usando tornozeleiras eletrônicas. Isso acontece quando a Justiça determina medidas protetivas. O projeto começou em novembro do ano passado, na capital Vitória, e já foi levado para as cidades vizinhas da Grande Vitória, como Vila Velha, Serra e Cariacica. A ideia é que ele chegue a todo o Espírito Santo aos poucos.

A Palavra das Autoridades

O vice-governador Ricardo Ferraço, que também coordena o Programa Estado Presente, comemorou os resultados. “Lançamos o Programa Mulher Segura com ações efetivas e ampla visibilidade. O Estado Presente em Defesa da Vida trabalha com integração, inteligência e investimentos permanentes. É uma frente ampla para evoluirmos sempre na proteção às pessoas, especialmente na prevenção ao feminicídio, um crime marcado pela covardia e pela violência contra a mulher”, disse ele.

Para Leonardo Damasceno, secretário de Estado da Segurança Pública e Defesa Social, o programa é um sinal claro de que a segurança e a Justiça no Espírito Santo estão evoluindo. “Dentro do nosso eixo de proteção à mulher, trata-se de uma ferramenta fundamental para a preservação de vidas. Enquanto no ano passado o País registrou aumento de feminicídios, o Espírito Santo reduziu os índices, mostrando que planejamento e investimentos consistentes fazem a diferença, inclusive em crimes de difícil prevenção”, afirmou o secretário.

De Volta à Vida: O Depoimento de uma Moradora

A primeira mulher a receber a ajuda do Programa Mulher Segura, uma moradora de Vitória de 28 anos, contou como a iniciativa mudou sua vida. Ela conseguiu voltar à sua rotina normal depois que seu agressor passou a ser monitorado.

“Hoje eu me sinto, finalmente, segura. Sei que existe uma equipe acompanhando o cumprimento das medidas, e isso me dá a certeza de que, se algo acontecer, haverá resposta imediata. Já vivi situações muito difíceis. Ele descumpriu decisões judiciais, invadiu minha casa e meu local de trabalho. Com o programa, consegui retomar minha vida. Voltei a trabalhar e a fazer atividades simples do dia a dia. Hoje posso dizer que voltei a ser livre”, relatou emocionada.

Como Funciona o Monitoramento na Prática

A Secretaria da Justiça (Sejus) é quem cuida do monitoramento, com uma central que funciona 24 horas por dia. Lá, 17 policiais penais trabalham junto com outros órgãos de segurança, como o Centro Integrado Operacional de Defesa Social (Ciodes) e a Gerência de Proteção à Mulher (GPM) da Sesp.

A Polícia Militar do Espírito Santo (PMES) é a responsável por atender as chamadas e acompanhar as mulheres que estão no programa, por meio da Patrulha Maria da Penha. O monitoramento só acontece depois que o Poder Judiciário autoriza.

Atualmente, cinco agressores estão sendo monitorados pelo Programa Mulher Segura, sendo três deles em Vitória e dois na Serra. O secretário de Estado da Justiça, Rafael Pacheco, ressaltou que a força do programa está na união entre as instituições e na rapidez para responder a qualquer perigo.

Ele também informou que, hoje, 227 pessoas estão presas no sistema prisional capixaba por feminicídio ou outros crimes ligados à violência doméstica e familiar.

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Sobre o Autor: Redação

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