Em um cenário político marcado por oscilações constantes na aprovação popular, o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), se destaca ao seguir na contramão dessa instabilidade. Na reta final de mais um mandato à frente do Palácio Anchieta, Casagrande não apenas sustenta índices elevados de aprovação, como consolida sua gestão entre as mais consistentes do estado nas últimas décadas.
Os números ajudam a explicar esse momento. Levantamento divulgado em dezembro de 2025 pelo Real Time Big Data aponta que cerca de 80% dos capixabas aprovam o governo. Em um contexto de crescente desconfiança na política, o dado vai além da estatística: reflete uma gestão que combina entrega de resultados, presença institucional e credibilidade.

Esse resultado passa, sobretudo, por uma característica clara do governo: a proximidade com os municípios. Ao longo do mandato, Casagrande manteve uma agenda ativa em todas as regiões do estado, percorrendo o Espírito Santo de Ponto Belo a Bom Jesus do Norte. Mais do que agendas protocolares, as visitas se traduzem em acompanhamento de obras, diálogo com lideranças locais e atenção direta às demandas da população.
Outro ponto central da gestão é o equilíbrio fiscal. Em um país onde muitos estados enfrentam dificuldades financeiras, o Espírito Santo mantém suas contas organizadas sem interromper investimentos. Essa base permite avanços em áreas estratégicas como infraestrutura, segurança pública e educação, com destaque para a ampliação do ensino em tempo integral.
Ao longo dos últimos anos, inclusive em períodos de maior desafio, o governo demonstrou capacidade de planejamento e resposta. Durante a pandemia, por exemplo, o Espírito Santo adotou medidas organizadas e responsáveis, o que contribuiu para ampliar sua visibilidade no cenário nacional e reforçar a imagem de gestão eficiente.
Com o avanço do calendário político, cresce nos bastidores a possibilidade de Renato Casagrande disputar uma vaga no Senado Federal. Embora ainda não haja confirmação oficial, a movimentação em torno do seu nome já é tratada com naturalidade pelo eleitorado capixaba.
Nesse cenário, ganha ainda mais força como principal opção de continuidade do projeto político o nome do vice-governador Ricardo Ferraço, que vem se consolidando como peça central na condução das articulações. Sua atuação ao lado do governador tem sido constante, especialmente na interlocução estratégica com prefeitos, lideranças regionais e setores produtivos.
A relação de confiança entre ambos vai além da atuação institucional. O próprio Casagrande já declarou apoio à pré-candidatura de Ferraço ao governo do Estado, sinalizando de forma clara a intenção de dar continuidade ao atual modelo de gestão. Somado ao protagonismo do vice ao longo dos últimos anos, esse movimento reforça a construção de um projeto político baseado no diálogo, na presença nos municípios e na capacidade de articulação.
Trata-se de um modelo que não apenas sustenta o governo atual, mas também projeta seus desdobramentos futuros. Nesse sentido, mais do que discutir o próximo passo eleitoral, o que se evidencia é a consolidação de um legado. Casagrande se encaminha para encerrar seu ciclo à frente do Estado deixando uma gestão municipalista, próxima das pessoas e marcada por entregas concretas — consolidando o Espírito Santo como referência nacional em gestão pública.
Redação: Olateral54
